Nesta terra sem lei que se chama internet, fatos corriqueiros podem tomar uma dimensão gigantesca. Senão, vejamos: uma foto, um boato ou uma notícia instantaneamente, corre o mundo grande. Quando se trata de algo relevante, a circulação acontece naturalmente. Em compensação, o boato, as fofocas, o disse-me-disse andam tão ligeiro que ganhou até um termo específico para designar tal celeridade: VIRALIZAR. Tenho um amigo apreciador de obras de arte.

Em uma de suas excursões pelo mundo virtual, ele se deparou com um quadro e viu retratada, na tela, uma bela mulher esparramada na cama. Não sei por que cargas d’água, ele achou que a jovem retratada se assemelhava com alguém conhecido. Até aí, tudo bem. Imaginem se, por ingenuidade e/ou por esperteza, alguém usa esta semelhança para uso indevido… Depois que fosse publicado (sem o devido crédito ao artista de tão espetacular tela), outras pessoas teriam interpretações diversas e, por que não dizer prejudiciais à pessoa que meu amigo carinhosamente lembrou ao ver a obra de arte… Por isso, antes de viralizar, antes de “querer likes”, “biscoito” (termos usados pelos internautas para designar que uma publicação fora visto e “curtida”), busque saber a verdade a fim de não se tornar uma pessoa inconsequente.
Alerto que a arte é muito subjetiva, ou seja, a interpretação do(a) apreciador(a) depende de “enes” fatores: cultura, religião, escolaridade e, principalmente, o contexto onde a obra foi produzida e/ou ela está exposta. Sua opinião é muito pessoal. A de outros pode , sim, divergir da sua. Aceite, pois seu comentário deixa implícito muito mais o que você é realmente do que aquilo que você visualiza. Bom lembrar de uma máxima bem pertinente a esse fato, a saber: “em cada cabeça, uma sentença”. Então, sua interpretação é única, não queira que outra pessoa faça a leitura de qualquer fato olhando com sua lente. Advirto-vos, seja comedido, não alopre! Sua interpretação diz mais sobre você do que aquilo que você queira censurar. Agora, caro leitor, se você leu esta coluna até aqui e ficou curioso com o que gerou esta nossa conversa, eis o motivo pelo qual proseei com você:
Advertência: qualquer semelhança com fatos reais será (ou não) mera coincidência.