Há uma variedade de pessoas neste mundão de meu Deus. Como se explica a atração por uma pessoa e por outras não? Às vezes, esse encanto acontece instantaneamente; já, em outras ocasiões, o tempo se encarrega de tornar um corpo necessário ao outro. Apesar dos entraves e contratempos, desejei um ser desde o primeiro momento e deixei que isso se alastrasse em mim. De início, poderia sim ter rejeitado essa atração, mas a curiosidade e o achar bom fizeram com que eu me deixasse levar pelas circunstâncias nessa aventura.
Era como se fosse uma brincadeira, era bom vê-lo, era bom estar com ele. Era, não. É. Com o passar do tempo, os relacionamentos, de uma maneira geral, evoluem e o desejo se agiganta. Talvez por isso eu não tive como frear meus sentimentos. Isso me alimentava. Todas as horas em prol de uma nova experiência em minha vida. O que me salva, sempre, é não projetar o futuro ao lado de quem quer que seja. Não que eu me baste sozinha.

Preciso estar com outras pessoas, interagir com elas; mas de uma maneira prazerosa e essencial apenas com esta criatura a quem não ousarei chamá-lo meu. Por que não ser meu se quando estamos juntos, ninguém pertence a mais nada neste mundo? Não me cobro essa resposta. Vou seguindo. Uma única certeza: juntos é como se somente só existíssemos nós dois. Para mim, fica bem claro a divisão do mundo antes e depois de tê-lo. Inigualável! Incomparável! Vida em forma de perfeição. Se não existisse o tempo de depois, eu me sentiria completa nesta vida. Mas sei que de sonho bom não se vive. A realidade nos espreita. Ela nos aguarda, feroz. Desperta-nos. Separa-nos. E cada um voltará a viver a vida besta de antes.