Digger é necessário
Por Airton Ramos
Digger acompanha o homem mais poderoso do mundo que, após provocar um desastre ambiental de proporções globais, começa uma missão intensa para reparar os danos que ele mesmo causou e provar que é o salvador da humanidade.
Em uma corrida contra o tempo, ele precisa enfrentar as consequências de suas decisões antes que a crise saia completamente do controle e ameace o futuro do planeta. Nessa trajetória, o bilionário cruza o caminho de algumas das figuras mais influentes do mundo, incluindo o presidente dos Estados Unidos, enquanto tenta recuperar sua credibilidade. O filme mistura drama épico e reflete sobre responsabilidade e os impactos da ambição desenfreada em uma narrativa repleta de tensão.
Fracasso de bilheteria, Digger é uma obra única de um dos meus cineasta preferidos, o mexicano Alejandro Gonzalez Inarritu, ele não poupa ninguém nessa sátira violenta que culpa o homem branco, cristão e rico, o responsável pela desgraça da destruição da natureza.
Tom Cruise nunca foi um grande ator mas aqui mostra que quando quer, o artista se transforma. Feio (maquiagem), quase aleijado e com um sotaque texano assustador, o cara domina o filme inteiro e o Oscar parece ser dele. John Goodman e Riz Ahmed também estão ótimos e atenção para a reviravolta aos 40 minutos.
O filme também tem alguns tropeços, se auto vangloria demais, mas é uma obra de arte necessária em tempos tão caretas.
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