“Há momentos em que os homens são donos de seu fado.” (Júlio César)
Morreu.
Morreu, sim. Morreu como todos nós iremos morrer. Até hoje, a morte é um mistério. Desde que me entendo por gente, vivo questionando o que faz uma pessoa ter passagem breve por aqui e já outras terem tempo mais que demorado se somos todos feitos do mesmo material. A Ciência tem dado as explicações, mas elas não bastam; prefiro ficar com a que adotei para entender tantas diferenças que permeiam nossa trajetória que não seja apenas a morte, tais como: família, traços genéticos, condição social etc. Se a explicação não me convence, apregoo que TUDO TÁ NO LIVRO. Recentemente, li que a história de livre arbítrio vai sendo, aos poucos, desmitificada pela neurociência. Alguns estudiosos conseguiram provar que determinadas ações são processadas antes que o cidadão possa acionar a ética para discernir se é certo ou não. Quando a pessoa “cai em si”, o fato já está consolidado, ou seja, o que o cérebro indica fazer está dissociado, por milésimos de segundos, do que a ética então recomenda. Caros(as)leitores(as), mas o que livre arbítrio tem a ver mesmo com o tema abordado no início desta crônica? É a maneira que encontrei para incluir aqui a longevidade ou não do ser humano. Como se explica uma morte a poucas horas de nascido se comparado ao centenário de muitos seres humanos? Acredito que cada um(a) já traz todo o script a ser desempenhado em seu próprio LIVRO. Não adianta espernear porque tanto a data da vinda quanto a da partida já estão marcadinhas. Isso além da data, a forma, o local e toda a dinâmica a ser vivenciada entre o começo e o fim. Falta ainda me convencerem, através da Ciência, para onde vamos, após esta jornada, pois o pouco que me mostraram não é o suficiente para me fazer crer que a história termina aqui ou que tenha continuidade do outro lado. E se há momentos em que os homens são donos de seu fado, discordo. Pura ilusão! Ninguém, em sã consciência, quer o mal. Queremos o bem. Queremos nos dar bem. Os percalços, a desintegração, a hostilidade, a desavença e tudo de ruim que acontece também está nas páginas do LIVRO. Eis o meu entendimento para justificar o porquê de alguns terem fardos bem leves; outros, nem tanto. Aconselho-vos, caros(as) leitores(as): se der para viver bem, aproveite. E, se não der, aguente. A volta está prevista e passagem comprada ; a qualquer hora, partiremos.