Acasalar-se. Gerar. Procriar. Criar.
Filhos são gerados. Amados pelos pais, nem todos. Pulemos a primeira etapa citada acima, visto que dela ninguém pode negar que faça, se é que fazem. Algumas pessoas são assexuadas ou simplesmente abnegam dar e/ou receber prazer. Em relação a gerar, é consequência do acasalamento planejado ou por descuido. Quando por descuido, soluções drásticas são tomadas. Nesses casos, nem sempre a mulher se torna mãe, pois o feto é descartado antes de nascer. É preciso que alguém morra em nome dos bons costumes. A parte mais vulnerável se vai, sem choro, sem despedidas, mas o estrago na alma fica. Quem aceitou o descarte fica em pedaços. Conheci mulheres que desgraçaram suas vidas pela opção de não se tornarem mães.
Uma delas não mais se acasalou com ninguém. Outra resolveu dar fim a própria vida. E mais outra que comemorava silenciosamente a data de aniversário do filho que nunca chegara a nascer, tendo recorrido a forças mediúnicas na tentativa de diminuir tamanho sofrimento. Alerto a vocês, leitores, que o futuro é logo ali. Em um instante, a gente chega lá. Decisões tomadas hoje serão lembranças no amanhã. As consequências virão. Arquemos com elas, pois nem só de prazeres se vive uma vida. O encaixe entre os seres é mágico, perfeito. Conceber uma vida é uma dádiva de Deus. Parir é dar a luz, é dar continuidade à criação divina. Criar é ter motivos para alegrar-se, surpreender-se, dia a dia, e crer que “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”, como bem disse o poeta português Fernando Pessoa. Portanto, mulheres, agigantemo-nos!
