Sem querer entrar na seara alheia (coluna de meu amigo Airton Ramos), mas diante da necessidade de comentar o que assisti, recentemente, ao ver o filme que intitula este texto, venho, aqui, expor algumas colocações acerca de um tema que muito nos aflige: o dia de amanhã. Tenho ouvido opiniões contrárias quanto à aceitação deste filme, principalmente em relação à forma como esta temática fora abordada. Certo é que não agradou a todos, visto que o roteiro não traz uma linearidade dos fatos.
O que mais me chamou atenção foi a constatação de que, cedo ou tarde, conforme as previsões, a internet irá entrar em colapso. E aí…? O que faremos…? Como faremos…? Em minhas divagações, fico a me questionar o que a maioria das pessoas fazia antes do advento desta invenção que, hodiernamente, toma de conta de todos, visto que, por onde você passa, tem alguém usando celular e/ou um computador.

Crianças, jovens, idosos, todos conectados. Sei bem que o telefone veio antes e o contato já era feito através dele, mas agora está demais. Tornou-se febre, pandemia, caso de saúde pública. Conteúdo para ver nunca falta. Gente para se ocupar com isso também não. Basta observar ao nosso redor: vai ter sempre alguém teclando, lendo, vendo, jogando, enviando, recebendo, pagando, rindo, gesticulando, falando; enfim, ligado no sistema global de redes. Se, de repente, sem comunicação prévia, todo o sistema de rede falhar, como a humanidade, tão dependente dessa parafernália tecnológica, irá agir? Imaginem vocês: e se fosse agora, você teria como resolver sua vida (boletos, compras, medicamentos, locomoção, provimentos etc.), sem o uso desse mecanismo? É uma incógnita.
No filme, aos poucos, os personagens se dão conta de que nada funciona: o mundo virou um caos e eles nada podem fazer. É uma situação alarmante, para não dizer apavorante. Nem eu, nem ninguém vai ter uma resposta a lhe dar, caro leitor. A recomendação que vos faço é para que você viva da melhor forma possível seu dia de hoje, pois não é à toa que ele se chama presente. O amanhã, se o alcançarmos, será o hoje de agora. Portanto, façamos como diz as sábias palavras bíblicas: “não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal (Mateus 6:34)”.