Produzido em 1987, Ele, O Boto é o típico filme delicioso de se assistir. Ainda lembro que o vi em 1988 no saudoso Cine Rex. Segundo uma lenda amazônica, em noite de lua cheia, o Boto (CA Ricellli em grande composição) vem à terra e se transforma em humano, para seduzir e ser amado pelas mulheres e odiado pelos homens.
Uma de suas conquistas é Tereza, filha do pescador Zé Amaro, que engravida. Teresa fica sem o filho, que é solto no mar para viver com os botos, e acaba casando com Rufino, comerciante que explora os pescadores.
Tereza começa a perceber que o boto voltou e teme pela irmã mais nova, Corina, que ignora seu admirador, o primo Luciano.
Com muita desenvoltura, o filme foi todo feito em locações é saboroso e tem curiosidades interessantes: o boto sempre anda de chapéu pois tem um buraco na cabeça e é um dos primeiros trabalhos da bela Dira Paes.Tem alguns problemas: demora muito a começar e a terminar também mas nada que estrague esse produto final bem elaborado e com gosto de Brasil. Que filme, senhores